Candidata denuncia irregularidade após mulher usar celular durante concurso em Altos
Segundo a denúncia, participante teria utilizado o aparelho durante a prova, levantando questionamentos sobre a fiscalização e a segurança do certame.
Uma candidata registrou boletim de ocorrência após suspeita de fraude no concurso público da Prefeitura de Altos, no Piauí. O caso foi registrado no domingo (30). Segundo o relato da candidata, uma mulher adentrou o local de prova portando celular e fez o uso do mesmo dentro da sala onde faria o exame. Ao todo, são ofertadas 846 vagas distribuídas em 79 cargos efetivos, nos níveis fundamental, médio, técnico e superior, além de oportunidades para professores e Guarda Municipal.
O mesmo concurso gerou prisão de um homem de 62 anos que teria incluído uma letra no início do próprio nome no cartão de inscrição para tentar ficar na mesma sala que outra candidata investigada por suspeita de fraude. Cidadeverde.com entrou em contato com a banca organizadora do certame e aguarda retorno. O espaço está aberto para os esclarecimentos.
Outros candidatos que estavam na sala perceberam o ocorrido e avisaram de forma imediata duas fiscais que estavam na sala. Elas então comunicaram ao gestor da escola que deu a candidata flagrada com aparelho a possibilidade de sair da sala e guardar o celular fora do prédio. Ela então retornou à sala para iniciar a prova, o que gerou mais protestos dos candidatos.
Depois de uma discussão, o gestor encaminhou a candidata para fora da sala. Segundo a denúncia, a candidata flagrada com celular, foi vista hora depois saindo de outra sala. A denunciante então confrontou o gestor que informou que deixou a mulher realizar a prova em outro ambiente alegando que posteriormente seria investigada a situação.
O edital aponta que é proibido portar aparelhos eletrônicos ou de comunicação, ainda que desligados, sob pena de eliminação. Em relação ao texto prático, o edital especifica no ponto 10.1.8. Fica expressamente proibido ao candidato portar, durante a realização da prova prática, telefone celular, ainda que desligado, smartwatch, relógio digital, ponto eletrônico, fones de ouvido, tablet, câmera, gravador, óculos eletrônicos ou quaisquer dispositivos eletrônicos capazes de armazenar, transmitir ou receber informações, sob pena de eliminação do certame.
A candidata que denunciou o caso afirma que o sentimento de revolta. Ela conta que estava realizando a prova agente administrativo e que já está há dois anos estudando para concursos públicos.
“A sensação é de um sonho interrompido. Faz praticamente 2 anos que me dedico estudando para passar em um concurso e passar por uma situação dessas é desestimulante. Espero que os candidatos que tentaram fraudar as etapas do concurso sejam punidos. A aprovação tem que ser mérito, esse é o objetivo de um concurso público”, afirma.
Além do boletim de ocorrência, as vitimas informaram que realizaram denuncia no Ministério Público Estadual e também informaram a banca realizadora do certame, Igeduc.
Mesmo concurso gerou prisão
O homem de 62 anos preso durante a realização do concurso público da Prefeitura de Altos, no sábado (29), teria incluído uma letra no início do próprio nome no cartão de inscrição para tentar ficar na mesma sala que outra candidata investigada por suspeita de fraude. A informação foi repassada nesta segunda-feira (31) pelo delegado Laércio Evangelista, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO).
Segundo o delegado, o candidato, identificado como Francisco Carlos, teria alterado o nome para “VFrancisco” no cartão de inscrição. A estratégia, conforme a investigação, teria como objetivo fazer com que ele e a outra candidata fossem alocados na mesma sala durante a aplicação da prova.
“Ele alterou o nome, colocando uma letra no início do nome, tentou manipular para que fosse alocado em uma mesma sala para que fosse realizada a prova junto com outra candidata. Essa candidata também está sendo investigada por esse crime e os dois serão expulsos do certame”, explicou o delegado.
No domingo (30), durante audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em flagrante de Francisco Carlos em prisão preventiva.
Fonte: Cidade Verde

