Moraes dá 15 dias para PGR se manifestar sobre inquérito da PF contra Flávio Bolsonaro
O pré-candidato a Presidência é acusado pelo crime de calúnia contra o presidente Lula (PT).
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, deu 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o relatório final do inquérito conduzido pela Polícia Federal (PF) contra o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em que o parlamentar é acusado pelo crime de calúnia contra o presidente Lula (PT).
A investigação foi originada após a deputada federal Dandara Castro (PT-MG) denunciar uma postagem no X em que Flávio Bolsonaro comentou a notícia da prisão do ditador venezuelano. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”, escreveu o pré-candidato à Presidência.
No parecer final, a conclusão da PF é que a declaração de Flávio Bolsonaro se enquadra no crime de calúnia. “Fica claro, portanto, que o Senador Flávio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”, diz trecho do relatório.
Em contrapartida, o senador solicitou o depoimento de algumas testemunhas para provar a ligação entre Maduro e Lula. Entre os nomes arrolados por Flávio Bolsonaro estão: María Corina Machado, ativista venezuelana vencedora do Nobel da Paz; o procurador dos EUA que indiciou Maduro, Walter Joseph Clayton; senador Sergio Moro (PL-PR); ex-deputado federal Deltan Dallagnol (Novo); ex-executivo da Odebrecht, Hilberto Mascarenhas; e ex-presidente da Odebrecht na Venezuela, Euzenando Prazeres de Azevedo.
Fonte: GP1

