Operação Vanitas: saiba quem são os presos que movimentaram R$ 11 milhões com jogos de azar no Piauí e mais três estados

Os alvos tiveram o bloqueio de ativos financeiros em cerca de R$ 1,1 milhão.

Foto: Divulgação

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A Polícia Civil do Piauí concluiu a prisão de todos os alvos da Operação Vanitas, que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 11,5 milhões com a exploração ilegal de jogos de azar no Piauí mais três estados brasileiros.

A ofensiva, coordenada pela Polícia Civil de Minas Gerais, com apoio da Diretoria de Operações Policiais (DEOP) da Polícia Civil do Piauí, foi deflagrada no último dia 24 de junho e cumpriu mandados de prisão e busca nos estados do Piauí, Maranhão, Pará e Minas Gerais. 
Entre os investigados presos estão: Antônio Alves da Silva, capturado em Teresina no dia da deflagração da operação; Paulo Ricardo Carreira de Oliveira, preso na capital piauiense em 25 de junho; Elielton de Carvalho da Silva, localizado e preso em Rondon do Pará ainda no primeiro dia da operação; e Maxwell Barroso Alves, detido nesta segunda-feira (29), também em Teresina. 

Com a prisão de Maxwell Barroso Alves, a Polícia Civil informou que todos os quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça foram cumpridos.

Esquema interestadual

As investigações produzidas pelo delegado Diego Vilhena apontaram que o grupo criminoso atuava principalmente por meio do jogo denominado "Quer Ganhar", utilizando uma estrutura organizada com divisão de funções, recrutamento de vendedores e uso de pessoas físicas e jurídicas para ocultar a origem dos recursos obtidos ilegalmente. 

O inquérito teve início após a Polícia Civil de Minas Gerais identificar indícios da atuação da organização criminosa. As apurações apontam que os investigados comercializavam bilhetes numerados de forma ilícita, manipulavam resultados por meio do controle das chamadas "sobras" de bilhetes não vendidos e utilizavam plataformas digitais para divulgar os sorteios.  "A organização criminosa vendia as rifas e manipulava os números que não haviam sido comercializados. Esses números eram inseridos nos sorteios, fazendo com que os prêmios fossem acumulando e ninguém ganhasse", explicou o delegado Diego Vilhena.

Além disso, os investigadores também identificaram supostas ameaças e intimidações contra apostadores que reivindicavam premiações.

Movimentação milionária

Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs), elaborados a partir de comunicações encaminhadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), apontaram movimentações financeiras atípicas que somam aproximadamente R$ 11.543.000,00.

De acordo com a investigação, foram identificados indícios de fracionamento de valores e incompatibilidade entre a movimentação financeira dos investigados e a renda oficialmente declarada.

Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pelo bloqueio de ativos financeiros e pelo sequestro de bens móveis avaliados em cerca de R$ 1,1 milhão.

O diretor da DEOP, delegado Tales Gomes, destacou que a operação demonstra a atuação estruturada da organização criminosa em diferentes estados. "Trata-se de uma investigação complexa, que evidencia a atuação estruturada de um grupo criminoso com ramificação em diversos estados. O trabalho integrado das forças de segurança foi fundamental para o avanço das medidas judiciais e para o enfrentamento do esquema investigado", afirmou.

Fonte: GP1

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