Homem é condenado a 31 anos por feminicídio após empurrar namorada contra caminhão em Castelo do Piauí

Antônio Jessé foi condenado pela morte de Sandra Vieira de Oliveira, assassinada em janeiro de 2025; defesa informou que vai recorrer da decisão.

Foto: Reprodução

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Antônio Jessé foi condenado a 31 anos de prisão pelo feminicídio de Sandra Vieira de Oliveira, sua namorada na época dos fatos. Ela foi assassinada após ser empurrada na frente de um caminhão, em janeiro de 2025, na localidade Pedreiras, entre os municípios de Castelo do Piauí e Juazeiro do Piauí.

O julgamento ocorreu nesta terça-feira (18), durante sessão do Tribunal do Júri, em Castelo do Piauí. O advogado Smailly Carvalho, que representa Antônio Jessé, afirmou que a defesa vai recorrer da decisão judicial.

“Não posso comentar sobre a sentença porque o processo está em segredo de Justiça. Mas iremos recorrer da decisão, sim, porque entendemos que a decisão do Conselho de Sentença é contrária às provas dos autos”, informou.

Crime e investigação

Sandra foi encontrada sem vida na PI-115, em 26 de janeiro de 2025, após ter sido atropelada por um caminhão. Na época, a polícia solicitou a prisão preventiva de Jessé, mas o pedido foi negado. Ele negou que estivesse na rodovia no dia do crime.

O decorrer das investigações apontou que Jessé e Sandra possuíam um relacionamento conturbado. Os policiais identificaram um histórico de violência doméstica, com relatos de agressões físicas constantes. Em um episódio anterior, a vítima já havia sido encontrada ferida às margens da mesma rodovia onde foi morta.

Após o crime, Jessé teria deixado a cidade alegando estar sendo ameaçado por familiares da vítima. Em 28 de janeiro de 2025, ele se apresentou em uma delegacia de Teresina, afirmando que não estava com Sandra no momento do ocorrido. Segundo ele, o atropelamento teria sido acidental.

Em abril de 2025 ele foi preso após cumprimento de mandado de prisão preventiva. Na ocasião, o delegado Laécio Pontes, que foi o responsável pela investigação, afirmou que testemunhas viram os dois discutindo e agressões antes do atropelamento. Além disso, um chinelo que seria do acusado foi encontrado próximo ao corpo.

“Há relatos de que familiares dele teriam tentado corromper testemunhas, oferecendo dinheiro e apoio jurídico para que deixassem de depor. Diante desse conjunto probatório, a investigação refutou a versão da defesa de que o atropelamento teria sido acidental e de que o autor não estaria presente na cena”, afirma o delegado durante a investigação.

 

Fonte: Cidade Verde 

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