Faccionados suspeitos de ameaçar PM são levados à delegacia em Sigefredo Pacheco
Grupo teria intimidado equipes da PM durante ação no município. Os suspeitos foram conduzidos à delegacia para os procedimentos legais e o caso será investigado pela Polícia Civil.
A atuação de facções criminosas tem avançado para municípios cada vez menores no interior do Piauí. Nesta terça-feira (14), um vídeo gravado na cidade de Sigefredo Pacheco, localizada na região dos Carnaubais, no Norte do estado, mostra seis jovens, duas mulheres e quatro homens, um deles menor de idade, reunidos ao lado de um veículo de um policial militar, onde deixam escritos no vidro traseiro do veículo ameaças e suposta ligação com a facção PCC.

Dois homens dão cobertura para uma das mulheres deixar a ameça no vidro do carro do PM
Entre as mensagens estavam o número "157", em referência ao artigo 157 do Código Penal, que trata do crime de roubo, prática frequentemente associada por organizações criminosas; a expressão "Tudo 3", utilizada como referência ao PCC; e a frase "Passa Nada", apontada pela polícia como uma linguagem utilizada por integrantes da facção e interpretada, neste caso, como uma ameaça de morte.


Segundo informações apuradas pelo Em Foco, o veículo pertencente ao comandante do Grupamento da Polícia Militar (GPM) do município e a ameaça, em forma de pichações no vidro, seriam uma retaliação ao policial por ele, enquanto comandante do GPM, ter conduzido um indivíduo que realizava direção perigosa pela cidade e seria do bando.

Ainda nesta terça-feira, dois dos seis suspeitos que aparecem nas imagens foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil. Eles poderão responder pelos crimes de ameaça, apologia ao crime e por integrar organização criminosa.
De acordo com informações obtidas pelo Em Foco, os conduzidos são José Bernardo do Vale e um adolescente identificado apenas pelas iniciais G.A.N. As duas mulheres que aparecem no vídeo foram identificadas como Rislayane e Laysa que seria companheiras e usuárias de entorpercentes. A polícia ainda busca identificar mais dois criminosos que só aparecem ao finaldo videos e não se sabe, ainda, qual a participação deles no ato.
O caso será investigado pela Polícia Civil na cidade de Campo Maior, que apura o envolvimento do grupo com organização criminosa e a autoria das ameaças contra agentes de segurança pública.
Com informações do Campo Maior em Foco

