Suspeito de gravar e vender vídeos íntimos pelo Telegram é indiciado em Teresina
Investigação aponta que o material era vendido por meio do Telegram sem o consentimento das vítimas; o caso foi encaminhado à Justiça.
A Polícia Civil do Piauí concluiu, nessa terça-feira (30), o inquérito que desvendou o esquema montado por José Cleuton da Silva, preso durante a Operação Lente Oculta. As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) apontam que o investigado gravava relações sexuais sem o conhecimento ou consentimento das vítimas e transformava o material em um negócio lucrativo, comercializando os vídeos por meio de grupos e robôs automatizados no Telegram.
O relatório policial, obtido pela coluna, detalha que José Cleuton foi indiciado pelos crimes previstos nos artigos 218-B e 218-C do Código Penal. Além disso, responderá por exploração sexual de duas vítimas menores de idade, que, segundo a investigação, receberam pagamento após os atos sexuais, e pela disponibilização e oferta de imagens contendo cenas de sexo envolvendo adolescentes e mulheres maiores de idade.
DRCC descobriu estrutura para manter as vendas
Um dos pontos que mais chamou a atenção dos investigadores foi a estrutura tecnológica criada para manter o comércio ilegal dos vídeos.
De acordo com o delegado Luciano Alcântara, responsável pelo caso, inicialmente a polícia identificou apenas dois bots utilizados para vender o material. Com o aprofundamento das investigações, entretanto, foi constatado que José Cleuton havia criado cinco robôs diferentes para garantir a continuidade do esquema.
Sempre que um bot era retirado do ar durante as diligências, outro passava a operar. "Foi identificada a empresa em que o investigado criou os bots que foram usados para comercializar os vídeos íntimos. A princípio tínhamos conhecimento de dois bots, mas depois conseguimos confirmar que ele já havia criado cinco ao todo”, explicou o delegado Luciano Alcântara.
Fonte: GP1


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