Pai é preso suspeito de estuprar filha de 11 anos em Teresina

Segundo a investigação, o crime teria ocorrido na presença da irmã da vítima; o homem foi detido e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.

Foto: Divulgação

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Um pai foi preso na manhã desta quarta-feira (23), em Teresina, suspeito de estuprar a própria filha, que tinha 10 anos quando os abusos teriam começado, em dezembro do ano passado. Segundo a Polícia Civil, os crimes ocorreram dentro da residência da família e, em algumas ocasiões, teriam sido praticados na presença da irmã da vítima, que tinha entre 4 e 5 anos na época.

A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após a Justiça decretar a prisão preventiva do suspeito. Conforme o delegado Tales Gomes, a investigação começou depois que informações sobre os abusos chegaram à polícia por meio da escola da criança e do Conselho Tutelar.

A defesa do suspeito não foi localizada para comentar a prisão. O espaço permanece aberto para manifestação

Abusos teriam começado em dezembro

Segundo o delegado, a vítima, atualmente com 11 anos, inicialmente relatou a ocorrência de atos libidinosos praticados pelo pai. Os primeiros episódios teriam ocorrido em dezembro do ano passado e se intensificado a partir de fevereiro deste ano.

"A garota de 11 anos relatando, primeiramente, atos libidinosos praticados pelo pai, isso em dezembro do ano passado. E, no transcorrer deste ano, a jovem relatou o fato para a mãe", explicou.

De acordo com a investigação, após tomar conhecimento dos abusos, a mãe chegou a confrontar o pai da criança. Ainda segundo o relato apresentado à polícia, o homem teria afirmado que não voltaria a praticar os atos. E naquele momento, a mãe não procurou a polícia.

O delegado Tales informou que depois dessa conversa, os abusos teriam se intensificado, culminando em episódios de conjunção carnal.

"O pai disse que, a partir daquele momento, não praticaria mais os atos que estariam sendo alegados. Teoricamente, ele confessou o fato para a mãe, isso relato da criança de 11 anos. Mas aí os fatos se intensificaram, culminando com a conjunção carnal, conforme os relatos do procedimento", afirmou o delegado.

Tales Gomes afirmou que a mãe tinha conhecimento dos abusos antes de o caso chegar às autoridades, mas não procurou a polícia. O caso foi comunicado posteriormente pelo Conselho Tutelar e pela escola da vítima.

"Ela poderia ter agido de uma forma diferente, a partir do momento que ela tomou conhecimento e confrontou o pai. Porque o pai, conforme o relato da criança, teria dito que não ia praticar mais os atos, só que os atos fizeram foi se intensificar", declarou.

O delegado acrescentou que, na avaliação apresentada durante a investigação, a mãe deveria ter adotado uma postura mais efetiva de proteção da filha após tomar conhecimento dos fatos.

"Não procurou a polícia. Teve essa conversa onde ele teria dito que não praticaria mais os atos que estavam sendo alegados. O fato chegou ao conhecimento da polícia através do Conselho Tutelar e também da escola", disse.

Estupros teriam ocorrido na presença da irmã

Ainda conforme a Polícia Civil, a família morava na mesma residência e os abusos teriam ocorrido, em determinadas ocasiões, na presença da irmã mais nova da vítima.

"Na casa coabitavam o pai, a mãe, a criança — que na época que se iniciaram os fatos tinha 10 anos — e a irmã dela, de 4 ou 5 anos. Na presença dela, teoricamente, conforme a narrativa do procedimento, estariam ocorrendo esses abusos sexuais", afirmou Tales Gomes.

A polícia também investiga se a filha mais nova teria sido vítima de abuso sexual. Essa possibilidade ainda não foi confirmada.

"Essa parte ainda está em apuração para fazer oitivas e também submeter a criança a exame de corpo de delito", informou o delegado.

Após a polícia tomar conhecimento do caso e iniciar as diligências, o suspeito deixou Teresina e foi morar em outra cidade, no Maranhão.  As investigações conseguiram identificar o local onde o suspeito estava. Nesta quarta-feira (23) o suspeito compareceu à sede da DPCA para prestar depoimento, porém já havia um mandado de prisão que foi cumprido na hora.  

"As investigações continuaram, culminando com a decretação da prisão preventiva. A polícia fez levantamentos do local que ele estava, fez algumas diligências e aí ele foi preso hoje aqui na sede da delegacia", disse o delegado.

Ameaças

Ainda segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que o pai fazia ameaças relacionadas à continuidade dos abusos.

"As ameaças eram no sentido de que ele só ia parar de cometer aqueles atos quando engravidasse a criança. Coisas assim que a gente só acredita porque está vendo no procedimento", afirmou o delegado.

A investigação aponta que os abusos começaram em dezembro do ano passado, quando a vítima tinha 10 anos, e teriam se intensificado nos meses seguintes. O caso continua sendo investigado pela DPCA.

 

Fonte: Cidade Verde

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