Piauí registra 4ª morte por dengue e Sesapi reforça alerta e cobra ações dos municípios

Secretaria de Saúde reforçou medidas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti diante do aumento de casos no estado.

Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

 Foto: Benonias Cardoso/Cidadeverde.com

Após a confirmação da quarta morte por dengue no Piauí, o secretário de Estado da Saúde (Sesapi), Dirceu Campêlo, reforçou o apelo para que gestores municipais e a população reforcem as ações de combate e prevenção à doença. Em entrevista à TV Cidade Verde nesta quinta-feira (21), o gestor afirmou que o órgão segue os dados epidemiológicos para tomada de decisões estratégicas.  

“Essas informações servem para sensibilizar os municípios, que são os responsáveis, diretamente com os agentes comunitários de endemia e a população local, para que a gente evite o acúmulo de água parada, evite o mosquito Aedes aegypti e consequentemente evite as doenças. A dengue é um tipo de doença que hoje já é relativamente simplificada.”, disse o secretário. 

Uma das preocupações é com o fim do período chuvoso, quando há historicamente uma alta nos casos da doença no estado. “Há uma incidência maior de dengue nesse período, então isso serve principalmente para gente fazer o dever de casa e evitar água parada, evitar o criatório do mosquito”, pontuou o secretário, que também destacou a necessidade do tratamento correto da doença logo nos sintomas iniciais. 

“Caso tenham sintomas compatíveis com a dengue, procurem o atendimento médico inicialmente. O atendimento médico deve ser na Unidade Básica de Saúde do seu bairro, para ser atendido por um médico ou pela equipe de saúde da família. O paciente também pode utilizar o programa Piauí Saúde Digital para ter acesso ao médico ali 24 horas na palma da mão”, orientou. 

“Os casos mais graves, consequentemente, serão dirigidos para as unidades de pronto atendimento, pronto-socorro ou até mesmo para a internação hospitalar. Então acho que serve como alerta principal para que a gente não banalize de jeito nenhum, porque dengue é uma doença que, assim como as outras, tem uma taxa de letalidade”,alertou o secretário. 

Descentralização do atendimento oncológico

Durante a entrevista, Campêlo também falou sobre o número de atendimentos na unidade de oncologia implantado há cerca de um ano no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e da expansão desse serviço para hospitais no interior do estado. “Nesse um ano de existência, foram realizados mais de 2.000 atendimentos à população piauiense em oncologia no HGV. A previsão é que nos hospitais de Picos, Parnaíba e Floriano, tenha essa mesma capacidade instalada e essa mesma quantidade de atendimento”, concluiu. 

 

Fonte: Cidade Verde

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