Presidente Robert Brown pede afastamento da Federação de Futebol do Piauí após ação do Ministério Público
Em áudio enviado ao GP1 Esporte, o presidente do Oeirense confirmou a saída do mandatário da entidade.
Após ação do Ministério Público do Estado do Piauí, o presidente da Federação de Futebol do Piauí (FFP), Robert Brown, pediu afastamento de seu cargo na entidade. Em áudio enviado ao GP1 Esporte, Fabiano Pimentel, presidente do Oeirense, afirmou a saída de Brown, após reunião realizada com times filiados, que ainda afirmam apoiar o presidente.
“O presidente Robert Brown tomou a decisão de se afastar do cargo, pediu afastamento junto à CBF e hoje estamos aqui manifestando total apoio ao nosso presidente. Está faltando o CAP, o Parnaíba, o Caiçara e o Flamengo, mas todos manifestaram apoio também”, afirmou Fabiano Pimentel.
Entenda o caso
O Ministério Público do Estado do Piauí ingressou com ação civil pública pedindo intervenção judicial na Federação de Futebol do Piauí (FFP) e o afastamento do presidente da entidade, Robert Brown Carcará. Na petição, ajuizada na última segunda-feira (1º), o promotor de Justiça José Reinaldo Leão Coelho afirmou que o futebol piauiense “se encontra sob risco iminente de colapso administrativo e fiscal devido à conduta de seus atuais gestores”.
A ação judicial, que também mira o Instituto de Futebol do Piauí (IFP) e seu presidente, Daniel Lima Araújo, é resultado de uma análise técnica e documental realizada no âmbito de um procedimento administrativo.
Foi anexado aos autos do processo um relatório de auditoria independente elaborado pela empresa Steiner & Steiner Auditores Associados, datado de 11 de novembro de 2025. Segundo o promotor José Reinaldo, o laudo técnico certificou, com base nos documentos contábeis, um estado de coisas que incompatibiliza a atual gestão com a continuidade da administração dos recursos públicos e privados do futebol piauiense.
O representante ministerial destacou cinco irregularidades identificadas: incongruência patrimonial; risco fiscal e divergências declaratórias; tentativa de indução a erro; simbiose operacional; e um “apagão” documental de R$ 4,4 milhões.
Fonte: GP1 Esporte



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