Engenheiro acusado de aplicar golpes com placas solares no Piauí é preso em São Paulo
Heitor Gonçalves foi preso nesta quarta-feira (12), em São Paulo, e permanece à disposição da Justiça.
O engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana foi preso nesta quarta-feira (12), em São Paulo, acusado de firmar contratos para instalação de sistemas de energia solar, receber os pagamentos e não realizar os serviços ou devolver os valores. A investigação é conduzida pela Polícia Civil do Piauí.
De acordo com o inquérito instaurado em 30 de março de 2026, Heitor Gonçalves fechou contratos para instalação de sistemas de energia solar, recebeu os pagamentos e não cumpriu os serviços previstos. Os valores pagos pelas vítimas também não foram restituídos.
Prejuízos ultrapassam R$ 100 mil
Entre os casos investigados está o de um idoso de 88 anos, que procurou a Delegacia de Segurança e Proteção ao Idoso após sofrer um prejuízo de R$ 25 mil. Ele informou à Polícia Civil que contratou Heitor Gonçalves para instalar uma usina fotovoltaica, incluindo o fornecimento dos equipamentos e a execução do serviço.
Mesmo após o pagamento, o material não foi entregue e a instalação não foi realizada. Ao tentar localizar o engenheiro, a vítima descobriu que o escritório mantido por ele havia sido fechado e que Heitor não estava mais em Teresina.
O filho do idoso passou a manter contato com o engenheiro pelo WhatsApp para tentar recuperar o dinheiro. Nas conversas, Heitor apresentou justificativas para o atraso e prometeu devolver o valor, mas o ressarcimento não foi realizado.
Ainda conforme a denúncia, o pai do investigado informou que Heitor estava afastado das atividades profissionais por problemas de saúde. O próprio engenheiro também encaminhou um laudo médico psiquiátrico para justificar o afastamento.
Nesse período, Heitor já residia em São Paulo, onde cursa doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).
Outros casos
A Polícia Civil recebeu denúncias de outras pessoas que apontam para a mesma prática. Em um dos casos, uma mulher de 65 anos foi buscada pelo engenheiro em sua residência e levada até uma agência bancária, onde realizou uma transferência de R$ 14 mil.
Heitor informou à vítima que a instalação das placas solares seria concluída em até 15 dias. O prazo terminou sem que o serviço fosse realizado e sem a devolução do dinheiro. Outro boletim de ocorrência foi registrado por uma pessoa que prestou serviços para o engenheiro e não recebeu o pagamento combinado. Segundo a denúncia, a dívida chega a R$ 6 mil. Os registros reunidos pela Polícia Civil apontam para um mesmo modo de atuação: contratação de serviços para instalação de sistemas de energia solar, recebimento dos valores e ausência de execução dos trabalhos ou restituição do dinheiro pago pelas vítimas.
Prisão em São Paulo
A prisão de Heitor Gonçalves ocorreu nesta quarta-feira (12), em São Paulo, durante uma ação da Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu o mandado de prisão contra o engenheiro. Atualmente, ele é aluno de doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e, atualmente, estava residindo na capital paulista. Após a prisão, Heitor foi colocado à disposição da Justiça.
Fonte: GP1


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