PF apura suspeita de corrupção, e lavagem de dinheiro em prefeituras do Piauí

Policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos suspeitos.

Operação Paradoxo: PF apura suspeita de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro no Sul do Piauí — Foto: Divulgação/PFPI

 Operação Paradoxo: PF apura suspeita de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro no Sul do Piauí — Foto: Divulgação/PFPI

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Paradoxo, que apura a suspeita de existência de um esquema de corrupção entre empresários e servidores públicos dos municípios de Ipiranga do Piauí e São Luís do Piauí. A PF informou que há nove mandados de busca e apreensão sendo cumpridos. Os valores sob suspeita de desvios chegam a R$ 1,5 milhão.

O g1 tentou, mas ainda não conseguiu contato com a gestão de Ipiranga do Piauí. A prefeitura de São Luís do Piauí foi contatada e ainda não se posicionou sobre o caso.

A PF informou informou que há a suspeita de crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A operação acontece em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), com participação de 25 Policiais Federais e três Auditores da CGU.

A ação desta quarta visa cumprir, ao todo, nove mandados judiciais de busca e apreensão nos municípios de Picos, São Luís do Piauí e Ipiranga do Piauí, todos localizados na microrregião de Picos. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Piauí.

Esquema

Segundo a PF, as investigações indicaram repasses de valores de empresas sediadas em Picos para agentes púbicos vinculados a municípios dessa microrregião, repasses esses que, diversas vezes, ocorreram nas mesmas datas dos pagamentos realizados às empresas relativos a obras e serviços executados nos municípios envolvidos.

Segundo a CGU, as empresas envolvidas nas investigações receberam de órgãos públicos municipais, estaduais e federais do estado do Piauí pagamentos da ordem de R$ 52 milhões desde 2014. A prática do pagamento de vantagem indevida para a efetivação de contratações tem diversas possíveis consequências, tais como contratações com sobrepreço, má execução de serviços e obras, dentre outros, o que prejudica a efetividade da execução das políticas públicas.

Até o presente estágio das investigações, já foram apuradas irregularidades em procedimento licitatório que resultou na vitória de uma das empresas investigadas, bem como a remessa de valores a título de pagamento de vantagem indevida superior a R$ 1,5 milhão.

Além disso, restou demonstrada a utilização, pelo grupo criminoso, de pessoas interpostas com a finalidade de promover a lavagem do dinheiro obtido com a prática dos crimes.

O nome da operação (Paradoxo) é uma referência à contradição existente entre os fatos apurados e os princípios que devem nortear os servidores públicos.

Fonte: G1 Piauí

 

 

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