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Polícia Federal investiga suspeita de superfaturamento na compra de testes para Covid-19 no Piauí

A Polícia Federal deflagrou durante a manhã desta quinta-feira (2) uma operação para investigar suspeitas de irregularidades na compra de testes rápidos para Covid-19 por prefeituras do Piauí. Os policiais pretendem cumprir 17 mandados de busca e apreensão em Uruçuí, Picos e Bom Jesus.
 
Operação da PF investiga suspeita de superfaturamento na compra de testes para Covid-19 e cumpre mandados em Picos — Foto: Divulgação/PF
A TV Clube também registrou cumprimento de mandados também em Teresina, na sede de uma empresa de distribuição de suprimentos hospitalares, localizada no Centro, que teria fornecido material para municípios do interior.

Em Picos, os policiais fizeram buscas na sede da prefeitura e da secretaria de saúde da cidade. Segundo a PF, agentes públicos e empresários utilizaram documentos falsos para fazer uma licitação que foi instaurada pela Prefeitura Municipal de Picos para a compra de testes de Covid-19.
 
Policiais federais cumprem mandados de busca na Prefeitura de Picos, no Piauí — Foto: TV Clube
Como resultado das fraudes, os contratos foram direcionados a empresa de um dos membros do grupo, responsável pela venda de exames com preços superfaturados.

A PF informou que em Bom Jesus e em Uruçuí, foram instauradas dispensas de licitação fraudulentas e comprados os testes IGG/IGM com superfaturamento, seguindo o mesmo modo de atuação observado nas fraudes de Picos. Há indícios de que o esquema criminoso tenha ocorrido em outros 28 (vinte e oito) municípios do interior do Piauí, que não foram informados.
 
Polícia Federal cumpriu mandados de busca na sede da secretaria municipal de saúde de Bom Jesus, no Piauí — Foto: Polícia Federal/ Divulgação
Ainda segundo a PF, os testes que são vendidos por valores entre R$ 120 e R$ 150 eram comprados pela prefeitura por R$ 170 a R$ 210, gerando um sobrepreço de 40%.

Os crimes investigados pelos policiais são de associação criminosa, desvio de recursos públicos e dispensa indevida de licitação, cujas penas somadas alcançam 20 anos de prisão.

Fonte: G1 Piauí
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