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Pico da covid-19 em cidades do Piauí será em agosto, estimam pesquisadores

Estudo feito por pesquisadores da Universidade Federal do Piauí estima que o pico de casos da Covid-19 nos municípios do interior será no início agosto. A projeção é do Grupo de Trabalho de Saúde do Comitê Gestor de Crise (CGC) que também prevê que o pico da doença em Teresina será no início de junho. 
Foto: Claudio Furlan/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo
De acordo com o matemático e professor da UFPI, Jefferson Cruz, os picos são distintos para Teresina e para os municípios do interior, tanto pelo nível populacional, quanto pelo número de infectados detectados. 
“O pico do Piauí deve ser para o início de agosto. Deve ser, pelo que se apresenta, para o início de agosto e de Teresina para o início de junho, 5 a 10 de junho. Vão ter vários picos. As regiões vão tendo os seus volumes máximos de atendimento mas tudo isso com muito reflexo na cidade de  Teresina”, explicou o professor.
A estimativa atual do estudo é que Teresina chegue a 4 a 5 mil pessoas com infecção de Covid-19 confirmada no pico no início de junho.
Para o Piauí, a previsão, mesmo com apenas uma etapa da amostragem de testes rápidos, é que 15 a 20 mil pessoas tenham testagem positiva até o início de agosto. Os dados também foram apontados por estudo encomendado pelo governo.
Os números apontam que, no pico de casos confirmados, o Piauí precise de 600 leitos de UTI. 
Nesta quarta-feira (6), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais cinco mortes de pacientes infectados pelo novo coronavírus - 35 no total. O anúncio dos óbitos ocorre no dia no qual o estado ultrapassou a marca dos mil casos confirmados da Covid-19. É o maior número de óbitos confirmados em um único dia no estado desde o início da pandemia. Os 102 testes positivos em apenas 24 horas também são a maior marca do Piauí desde março, quando os primeiros casos foram confirmados. 
Ainda segundo Jefferson Cruz, o isolamento social, mesmo não se mantendo alto,  foi imprescindível para a redução das confirmações no Piauí. Segundo o professor, se o isolamento o estado teria alcançado cerca de 2 mil casos por volta do dia 20 de abril, ou seja, o dobro do que os 1 mil dessa quarta-feira, dia 6 de maio.
“Fizemos essa estimativa baseados no protocolo da Organização Mundial de Saúde, que estima a quantidade de pessoas que podem ser infectadas por um indivíduo contaminado”, explica o matemático. 
Sem o isolamento, o estado já poderia ter entre 100 mil a 200 mil casos, com 600 a 700 óbitos. Se o Piauí já tivesse chegado a esse total de infectados, o sistema de saúde estadual entraria em colapso, pois não haverá leitos para o percentual de pacientes que apresenta casos de média e alta complexidade que necessitam de internação.
Valmir Macêdo/Cidadeverde.com

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