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Bolsonaro ironiza o recorde de mortes: “Vai dar mais ou menos 3.000 pessoas no churrasco amanhã”

No mesmo dia em que o país registou recorde de mortes em 24 horas pelo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro fez ironias sobre a realização de um churrasco no Palácio da Alvorada neste sábado (9) e chegou a falar em 3.000 convidados.

Na quinta-feira (7), o presidente havia dito que faria um churrasco apenas com a presença de sua equipe ministerial, cerca de 30 pessoas, o que foi criticado por deputados e senadores por desobedecer as recomendações das autoridades de saúde
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Na entrada da residência oficial, nesta sexta-feira (8), Bolsonaro foi questionado se promover um evento com aglomeração de pessoas não seria um mau exemplo para o país.

Em tom irônico, o presidente convidou eleitores, que o esperavam no local, para participarem da festa e disse que serão convidadas pessoas de diferentes cidades do Centro-Oeste, como Águas Lindas (GO) e Taguatinga (DF).

"Está todo mundo convidado aqui, 800 pessoas no churrasco. Tem mais um pessoal de Águas Lindas. Tem umas 900 pessoas para o churrasco amanhã", disse. "Tem 1.300 convidados. Quem estiver amanhã aqui a gente coloca para dentro. Vai dar mais ou menos 3.000 pessoas no churrasco amanhã", acrescentou.

O presidente foi questionado pelo menos seis vezes pelos veículos de imprensa se o gesto não é um exemplo negativo para a população. Ele, no entanto, não respondeu e continuou a fazer ironias.

Os dados do Ministério da Saúde apontaram nesta sexta-feira (8) que o Brasil registrou 751 novas mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. É o quarto dia seguido com mais de 600 óbitos por dia.

Com isso, chega a 9.897 o número de mortes pela doença confirmadas. O país também tem, ao todo, 145.328 casos confirmados.

Na quarta-feira (6) o Brasil superou a Bélgica e se tornou o sexto país com mais mortes no mundo. Os cinco primeiros países da lista são Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Espanha e França.

Segundo especialistas, os números reais no Brasil devem ser maiores, já que há baixa oferta de testes no país e subnotificação.

Na entrada do Palácio da Alvorada, o presidente também ironizou os jornalistas e disse, em tom de brincadeira, que retirará a classificação da imprensa como atividade essencial durante a pandemia.

"Eu vou tirar os jornalistas das essenciais, falou?"

Na quinta, Bolsonaro ampliou a lista de serviços essenciais durante a pandemia, atendendo à demanda de empresários que se reuniram com ele naquela manhã.

Além da construção civil, que ele havia anunciado mais cedo, o presidente incluiu, em edição extra do Diário Oficial da União, mais três categorias: atividades industriais, setor de produção, transporte e distribuição de gás natural e o ramo químico e petroquímico de matérias-primas, bem como o de produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas.

Com a inclusão na relação, esses setores passaram a ser autorizados a funcionar mesmo diante das restrições de circulação determinadas por estados e municípios.

Na semana passada, Bolsonaro já havia incluído na relação 13 serviços, entre eles a locação de veículos, o comércio de produtos de higiene e alimentação e o transporte de carga.

Fonte: Folhapress


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