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Miliciano ligado à família Bolsonaro foi assassinado como “queima de arquivo”

Na semana passada, as polícias da Bahia e do Rio já tinham tentado prendê-lo, mas falharam. Catta Preta disse que recebeu o telefonema de seu cliente após essa operação -foi a primeira vez que o miliciano entrou em contato com o advogado. Antes, a comunicação era por meio de seus parentes, já que ele estava foragido.

"Me causou surpresa na terça (4) ou quarta (5) ele me ligar diretamente. Se apresentou, e disse que a razão da ligação era que estava receoso pela vida dele. Disse que tinha certeza de que a operação para prender era para matar", afirmou Catta Preta.

O advogado disse que tentou convencê-lo a se entregar, mas que o cliente recusou por alegar que também seria morto. "Achava melhor ele se apresentasse, assim ficaria controlado e me ajudaria nos recursos e habeas corpus que temos", disse Catta Preta, apontando ser a primeira vez na carreira que viveu uma situação do tipo.

A viúva de Adriano também ligou para o advogado e disse que esteve com ele dias antes. De acordo com Catta Preta, a mulher acredita na versão de extermínio, pois o miliciano se encontrava em condições precárias de fuga e não estaria armado, segundo a família -ao contrário do que diz a polícia.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, Adriano foi encontrado no município de Esplanada (BA). Quando os policiais chegaram, ele teria efetuado disparos e, na troca de tiros, teria sido ferido.

Ainda segundo dados do governo baiano, ele teria sido levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O advogado do miliciano preferiu não opinar sobre o que de fato ocorreu com seu cliente, mas pede que seja investigado.

"Tenho esses dois relatos [de Adriano e da esposa], que evidentemente me causam estranheza e me impõe representar os órgãos responsáveis. Tem que haver uma perícia para afastar pelo menos a hipótese [de extermínio]", apontou Catta Preta.

Fonte: Folhapress



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