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Funcionários terceirizados da Equatorial são presos suspeitos de cobrar suborno a consumidores


Dois funcionários terceirizados da Equatorial Piauí foram presos pela Polícia Civil do Piauí suspeitos de cobrar suborno de consumidores para não reportar desvios de energia à concessionária de energia elétrica. A prisão em flagrante foi feita nesta quinta-feira (30), no município de Canto do Buriti, distante 295 km ao Sul de Teresina.

Procurada pelo G1, a Equatorial Piauí afirmou em nota que tem acompanhado as investigações da Polícia e que a prestadora de serviços adotará as providências cabíveis ao caso (confira a nota na íntegra abaixo).

De acordo com o delegado Yan Brayner, da Polícia Civil de Buriti dos Lopes, os funcionários terceirizados atuavam como agentes de campo para a Eletrobras Piauí.

“Eles se deparavam com a situação de desvio de energia e ao invés de aplicar a multa e comunicar o furto de energia para a polícia, eles exigiam que o proprietário da residência pagasse o suborno e aí deixavam de multa-los”, informou.

Segundo a polícia, no momento da prisão foi encontrado uma quantia de R$ 5 mil em dinheiro com os suspeitos. “O dinheiro que estava com eles era referente não somente a um suborno, mas acreditamos que seja de mais outro, pelo jeito que estava esse valor, era o apurado do dia, a suspeita é que a prática era recorrente”, disse o delegado.

Os suspeitos foram encaminhados para a delegacia da região.

Leia a nota da Equatorial Piauí na íntegra:

A Equatorial Piauí informa que, ao tomar conhecimento, via denúncia anônima ontem (29), de suspeita da prática do crime de concussão por colaboradores terceirizados que atuavam em Canto do Buriti, região Centro Sul do Estado, formalizou notícia-crime junto ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO). Na manhã de hoje (30), em operação conduzida pela Polícia Civil em Canto do Buriti, foram presos em flagrante dois colaboradores da empresa parceira responsável pelos serviços de fiscalização na região, depois de constatado o recebimento pela dupla de valores de clientes para evitar a autuação de irregularidades. A Empresa esclarece que tem acompanhado as investigações da Polícia e que a prestadora de serviços adotará as providências cabíveis ao caso. A Equatorial Piauí faz valer um rígido código de ética para seus colaboradores próprios e terceirizados e não compactua em nenhuma hipótese com práticas como a que levou à prisão dessas duas pessoas.

Fonte: Por Suzana Aires/G1 PI








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