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Ex- prefeito chama padre de vagabundo e bispo repudia declaração


O ex-prefeito de Nossa Senhora dos Remédios, Carlos Couto, chamou o pároco local, Monsenhor Silvestre, de ‘vagabundo’, num grupo de WhatsApp. Derrotado nas últimas eleições, Carlos Couto acusa Monsenhor Silvestre de favorecer seus adversários políticos nos atos religiosos.
Os chocantes áudios depositados por Couto no grupo “Portal da Drogaria” revelam a ira do empresário após outro integrante ter postado imagens dos festejos do povoado Chapada, zona rural, na noite desta quinta-feira (12).
Ainda magoado, Carlos Couto diz que não participará mais de missas enquanto o Monsenhor continuar como líder da igreja católica do município. “Para eu não ter o desprazer de falar umas poucas e boas pra ele dentro da igreja, prefiro não ir”, esbraveja.
Após a repercussão, o bispo da Diocese de Campo Maior, Dom Francisco de Assis, divulgou uma nota de solidariedade a Monsenhor Silvestre repudiando as declarações do ex-prefeito: “Repudio com veemência o tratamento do ex-prefeito municipal, Carlos Alberto Fortes Couto, dispensado ao pároco da cidade, Monsenhor Silvestre Félix de Sousa. Espera-se de um ex-prefeito municipal, e por ser homem público, a devida polidez e consideração à autoridade religiosa da freguesia. O Monsenhor Silvestre tem um histórico, em toda a diocese, que o eleva à categoria dos sacerdotes mais respeitados da Igreja Católica Apostólica Romana no Estado do Piaui. Classificá-lo de ‘o vagabundo que está aí’ é, de fato, ato de grande desrespeito que pode revelar muito mais do agressor do que da vítima”.
Aproveito o ensejo para esclarecer com fundamentação bíblica que “o salário que o trabalhador recebe não é um presente, mas é o pagamento a que ele tem direito por causa do trabalho que fez” (Rm 4,4). O cidadão Carlos Couto por desinformação fez acusações ao Monsenhor Silvestre que não procedem. Esclareço à população da cidade de Nossa Senhora dos Remédios e à Comunidade Católica, que a paróquia não tem nenhum vínculo financeiro com o poder público. A manutenção da paróquia, em tudo que a compreende, é proveniente do ofertório dos fiéis, de doações, de festejos e de outros eventos. Reitero ainda que o padre deve manter contato diplomático com o poder municipal, dada qualquer necessidade em vista de eventos paroquiais, pelo bem da maioria católica da população. Como bispo diocesano afirmo que a diplomacia e o diálogo são características de homens probos e de pastores zelosos, virtudes encontradas no Monsenhor Silvestre. Conclamo aos fiéis católicos que intensifiquem suas orações pela Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Diocese de Campo Maior, pela paróquia e pelo estimado e dileto Monsenhor Silvestre Félix de Sousa que, por total obediência à Igreja na autoridade do bispo diocesano, recebeu e aceitou a incumbência de conduzir a igreja paroquial dos Remédios”, diz a nota.
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As informações são do Portal de Olho 

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