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"Guerra do tráfico", diz Polícia sobre execuções em Piripiri


A Polícia Militar acredita que as quatro execuções que ocorreram na cidade de Piripiri, no interior do estado, tenham relação entre si e estejam associadas a briga de gangues pela disputa do tráfico de drogas. Segundo o comandante do 12º BPM, tenente-coronel Erisvaldo Viana, as vítimas tinham saído dos presídios para o feriado da Semana Santa. 
"Com essa saidinha, eles aproveitaram para acerto de contas na nossa cidade. Guerra do tráfico.  A PM tem fechado muitas bocas de fumo, mas isso é uma praga. A gente fecha uma hoje e abrem-se duas amanhã. De tal maneira que o combate tem que ser frequente porque há uma reicindência muito grande", disse o comandante da PM de Piripiri. 
Os mortos na Sexta-Feira Santa (19) foram identificados apenas como Ismael e Fabrício Ferreira. No sábado (20) foram executados os jovens identificados como Luquinhas e Chiquim Quebra-Queixo. 
"O Ismael era um assaltante contumaz, foi solto e já estava em plena atividade de entorpecentes em nossa cidade. Ele já foi preso várias vezes por tráfico e roubo majorado com emprego de arma de fogo. Já cumpria pena e foi solto por ocasião do indulto de Semana Santa. Por volta de 14h45, ele foi morto. Por volta das 17h, o parceiro dele, o Fabrício, filho de uma conhecida traficante foi morto por problema de rixa com uma quadrilha", explica o tenente-coronel. 
Foto: Divulgação Mais Piripiri
Vítimas  mortas no sábado (20). Os dois estavam juntos e tinham antecedentes criminais
"Outro traficante que foi solto da penintenciária de Esperantina no indulto foi o Chiquim Quebra-Queixo, preso várias vezes por assalto à mão armada. Por volta da 18h, ele ficou de receber uma droga que havia comprado e foi surpreendido por dois motoqueiros. Daí veio a óbito também o Luquinhas, também conhecido no tráfico de drogas. Todos os quatro que morreram são conhecidos da Polícia Miliar", completa Viana. 
O comandante do 12º BPM explica que os suspeitos teriam envolvimento com organizações criminosas nos bairros Prado e Floresta. 
"As leis são muito condescendentes para esses traficantes, para esses assaltantes, eles acham que o crime vale à pena. Mas muitas vezes, a vida vem cobrar o preço e o preço justamente é a morte. Diga-se de passagem, todos eles morrem muito jovens, demonstrando que o crime não vale à pena", ressalta o militar. 
A PM continua em diligência na região. 
"As mortes da sexta-feira, os suspeitos foram justamente os que morreram no sábado. Piripiri não tem essa tradição de violência. Para se ter uma ideia, no ano passado inteiro, só tivemos seis mortes. Este ano já estamos com cinco homicídios, haja vista estes quatro que aconteceram com essas saidinhas de Semana Santa. A PM continuará combatendo o tráfico de drogas a fim de trazer a paz para a nossa comunidade", finaliza o tenente-coronel Erisvaldo Viana.

Graciane Sousa

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