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Travesti muda versão e diz que foi agrededido por recusar relacionamento





ATUALIZADA às 22h00
Na delegacia, a travesti mudou de versão. Mesmo depois de ter um vídeo gravado e atribuído o espancamento a convicções políticas contra o presidenciável Jair Bolsonaro, Netinha Matias disse que as agressões, na verdade, teriam sido motivadas por um desentendimento amaroso com um dos acusados. Netinha informou ainda que foi agredida por não aceitar mais ser extorquida.
Para a imprensa, o comandante do GPM de Sigefredo Pacheco, Sargento Hagson, revelou que os acusados prestaram depoimento alegando que agrediram a vitima por ela está espalhando na cidade que os dois eram gays.
ATUALIZADA às 17h00
Os acusados foram identificados como Pedro Guilherme Oliveira dos Santos, de 18 anos de idade, e o menor de iniciais A.W.S.S. de 17 anos e encaminhados à delegacia regional de Campo Maior, onde prestaram depoimento e responderão pelo crime cometido.
Versão inicial
Uma travesti identificada como Netinha Matias de 40 anos de idade, moradora do município de Sigefredo Pacheco (localizado a 165 km da capital Teresina) foi brutalmente espancada na madrugada desta quarta-feira (26) dentro de sua residência. Segundo informações, a agressões foi motivada por desavenças políticas.
Em um vídeo chocante, gravado por uma amiga logo após as agressões, mesmo bastante ensanguentada, a vítima aponta quem teria sido os agressores e a real motivação do espancamento: “Foi o Pedro de Maior e o (…) que vai fazer 18 anos daqui a quatro meses. Eu dizia pra eles que não votava no Bolsonaro e eles diziam que ia me bater, igual tão fazendo hoje […] eu sou uma boa pessoa”, conclui a vítima que é amparada pela amiga.
Devido à má dicção da vítima ocasionada pelo espancamento, muitas pessoas se confundiram e afirmaram que no vídeo a vítima relata  que votaria no candidato à presidência Jair Bolsonaro, mas basta dar uma rápida olhada nas redes sociais da vítima para compreender que ela era firmemente contra o candidato que, por grande parte da sociedade, é considerado o mais homofóbico e conservador dentre os presidenciáveis, já tendo incitado publicamente por várias vezes as agressões a homossexuais.
Em contato com a polícia do município, foi informado que os acusado também já haviam tido um relacionamento amoroso com a vítima, o que pode ter agravado ainda mais a situação.
A polícia de Sigefredo Pacheco já prendeu os acusados, que já são conhecidos dos policiais por terem invadido e roubado uma escola no município. Eles estão sendo encaminhados à Campo Maior para realizar os devidos procedimentos. Informações do Portal de Olho
VERSÃO INICIAL
A travesti Netinha Matias, de 40 anos, foi brutalmente espancada por dois apoiadores de Bolsonaro, dentro de sua residência na cidade de Sigefredo Pacheco, no Norte do Piauí. O vídeo em que ela aparece toda ensanguentada circula nas redes sociais e a vítima relata que agressões foram motivadas por desavenças políticas.
“Eu disse para eles que não votava no Bolsonaro e que eles iam acabar me batendo, igual está fazendo hoje… sou uma boa pessoa”, completou a vítima, com rosto ensanguentado.
Ela relata ainda quem foram os agressores, ao ser questionada por uma mulher. “Quem lhe bateu?”, perguntou. Em seguida Netinha responde, “foi o Pedro, que é de maior e outro que vai fazer 18 anos daqui quatro meses”, disse sussurrando.
Nas redes sociais, Netinha Matias se representa contra candidatura de Jair Bolsonaro e compartilha campanha #EleNão.
Netinha é bastante querida na região. O caso teve várias manifestações repugnante e causou polêmica nas redes sociais.
“É muito triste e revoltante ver o silêncio da população com uma coisa injustificável, aliás, silêncio até certo ponto, pois para julgar a vítima existem muitos”, disse uma amiga.
“Gostaria que as pessoas educassem seus filhos para não ocorrer mais esse tipo de coisa, que o desrespeito para com a vida de pessoas LGBTQ+  não fosse mais uma realidade no nosso país, e que hoje é tão presente aqui em Sigefredo Pacheco”, relatou outra.
A polícia de Sigefredo Pacheco já prendeu os acusados e foram encaminhados para Delegacia de Campo Maior para realização de procedimentos legais. Eles negaram que tivesse ligação com preferência política e sim porque o travestir andava espalhando que tinha um caso amoroso com os dois.
*Com informações 180graus

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