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Violência contra a mulher: o que fazer quando o relacionamento se torna abusivo?

A violência extrema contra a mulher deixa marcas que jamais serão apagadas, sejam físicas ou psicológicas. Nos últimos meses Teresina foi palco de casos bárbaros de feminicídio em crimes cometidos por namorados ou ex-companheiros. Gisleide Alves, Aretha Dantas, Camilla Abreu e Iarla Barbosa são apenas alguns nomes que representam uma triste realidade.
180graus foi à Delegacia da Mulher nesta sexta-feira (18/05) e conversou com a delegada Vilma Alves, que explicou o que a mulher deve fazer quando está num relacionamento abusivo e evitar que mais crimes aconteçam.

Segundo a delegada Vilma, a primeira coisa a se fazer é denunciar na delegacia da mulher mais próxima os casos de violência, mesmo que sejam apenas ameaças. Teresina é contemplada com quatro delegacias.  
“O primeiro passo é oferecer a denúncia, na delegacia da mulher, Teresina é contemplada com quatro delegacias especializadas de defesa dos direitos das mulheres, quando a mulher está sofrendo a violência física e psicológica, patrimonial, e moral prevista pela lei Maria da Penha, deve denunciar imediatamente”, disse a delegada.


A delegada explica a importância da denúncia, pois em casos como este, não se sabe o que o parceiro é capaz de fazer, de agressões diárias e pedidos de desculpas.
“Amanhã ele puxa meus cabelos, depois de amanhã ele me dá um soco, meu olho vai ficar roxo, na outra semana ele vai dar um soco e eu vou ficar sem os dentes, vai quebrar meu nariz, depois ele vem chorando se ajoelha, compra um anel, compra um presente, mas ele não vai melhorar, eu sempre uso aqui: pau que nasce torto, fica torto”, disse a delegada.
Vilma Alves diz que a mulher tem que se amar acima de tudo, não deixar que coisas pequenas como gritos e brigas evoluam para agressões fisicas e verbais.
“O sentimento da mulher tem que fazer com que a autoestima dela seja maior, que ela se goste, e que isso que ele fez, da violência física, de xingamento, de ciúmes exagerado como se vê, ela tem que abandonar, tem que recorrer realmente à lei e defender seu interesse maior”, relata..

Mas eu estou com pena dele, e aí você fica aonde, onde foi que você ficou, nesse sofrimento de submissão de viver trancada, de obediência, que você não pode falar nem se quer com a sua família, suas amigas, não pode trabalhar, se trabalha tem o horário certo pra chegar em casa, se chegar mais tarde apanha
NINGUÉM DIZ NADA
A delegada explica a importância de existir a denúncia por parte de pessoas próximas, sejam elas vizinhos, amigos e colegas, a lei Maria da Penha faculta qualquer pessoa.

“Nós temos casos de cárcere privado, marido sai, tranca a mulher e ninguém diz nada. Tem que denunciar, hoje a lei Maria da Penha faculta qualquer pessoa, vizinho, parente, amigos, colegas, tem que denunciar, o que não pode é ficar no silêncio. O silêncio da violência contra a mulher constitui crime horrendos, perversos, cruéis como estamos assistindo”, explica a delegada.
O 'NÃO' MATA MAIS QUE UMA ARMA DE FOGO
"A maioria dos casos de feminicídio ocorreram por que as mulheres não desejavam mais a relação, e por conta do desejo possessivo e louco de seus parceiros acabaram perdendo a vida", diz.

“Quer dizer, o não da mulher para o homem é como se fosse algo terrível que vai chocar, que vai destruí-lo, é um absurdo a mulher dizer não, quantos 'não' é dito na vida, então quando criança é preciso aceitar o 'não', porque o 'não' na fase adulta é cruel”, completa.
VÍTIMA DA CRUELDADE
"Uma mulher por mais valente que ela seja, ela é incapaz de superar a força de um homem, digo pela experiência que eu tenho, a mulher tem sensibilidade, ela não tem músculo, por mais enfurecida que ela esteja ela não supera, então por que tanta crueldade", diz a delegada

QUEM AMA CUIDA
“Quem ama não mata, quem ama não belisca, quem ama não machuca, quem ama não fere, quem ama não diz palavras que doem, quem ama não tem ciúmes, por que o amor é confiança, amor é harmonia, amor é compreensão, amor é felicidade, alegria, nós não podemos ficar com essas formas tão cruéis”.

DELEGACIAS DA MULHER TERESINA


Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - Centro
Rua 24 de Janeiro, 500, Centro-Norte, Teresina-PI TELEFONE: (86) 3222-2323

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - Norte
Rua Bom Jesus, s/n, Buenos Aires, Teresina-PI TELEFONE: (86) 3225-4597


Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - Sudeste
Conj. Dirceu Arcoverde (por trás 8º DP), Teresina-PI TELEFONE: (86) 3216-1572

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher - Sul
Av. Mal. Rondon, 138, Parque Piauí.

Fonte: 180 Graus

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