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Vigarista aplica golpe em quatro pessoas em Barras e foge




Aparelho amplificador de som levado pelo vigarista
Um homem alto, aparentando ter uns 65 anos, meio careca, com uma lábia muito bonita esteve em Barras nesta quarta-feira (23) onde aplicou golpes nos moradores. Ele andava com uma mulher que dizia ser sua esposa e que tinha a boca um pouco torta, era alta, morena e tinha um piercing no nariz. Numa jogada de mestre conseguiu levar sem pagar um amplificador caro de um profissional da área de som de Barras. Comprou também uma moto sem dinheiro. Conseguiu que um trabalhador do ramo de frete lhe emprestasse dinheiro para pagar o hotel onde a mulher da boca torta estava hospedada, enganou todo mundo.
O vigarista que uma hora dava um nome e outra hora dava outro, chegou a negociar um terreno na zona rural. Quando ele voltou de lá, encontrou um rapaz em uma moto e disse que queria comprar. O rapaz respondeu que a moto não estava à venda. O malandro colocou um preço acima do mercado. Disse que pagava R$ 4 mil. O proprietário achando que ia fazer um bom negócio, aceitou vender.
“Ele pediu o documento da moto e disse que estava indo para o banco sacar o dinheiro para pagar o terreno e que ia aproveitar para sacar o dinheiro da moto. Disse que o proprietário podia mandar alguém junto com ele ao banco para levar o dinheiro de volta”, conta o empresário Louro Som.
O AMPLIFICADOR
De posse da moto, do documento e acompanhado do rapaz que ia receber o dinheiro da venda do veículo, o espertalhão foi à loja comprar o amplificador. Disse ao vendedor que levaria o som e que ia buscar o dinheiro, mas para o comerciante confiar que ele voltaria, ia deixar a moto que ele comprou, com o documento, além do próprio filho.
“Quando ele começou a demorar, eu desconfiei e perguntei para o rapaz qual era o laço de parentesco dele com o picareta. O rapaz disse que não o conhecia e que só estava esperando o dinheiro da moto. Aí a ficha caiu… Mas ele queria ficar com a moto, só não levou porque não tinha um capacete”, conta.
O vigarista conseguiu que o dono do terreno que ele ia comprar lhe desse R$ 200. Que o dono da moto lhe desse mais R$ 100 e que um rapaz de quem ele pegou carona desse mais R$ 150. “Ele conseguiu R$ 450 aqui na cidade”, contou.

A FUGA
Da loja de equipamentos de som, ele pegou um taxi e foi para Nossa Senhora dos Remédios. Depois pegou outro, voltou para Barras e ficou próximo à rodoviária, voltou para o hotel, pegou a mulher e um taxi para Cabeceiras. Lá subiu em uma van e, em uma localidade antes de chegar em José de Freitas, ele desceu.
O empresário tentou denunciar à polícia para periciar um celular tipo lanterninha que ele deixou no hotel, mas não obteve sucesso. “Na delegacia, disseram que o delegado não veio essa semana e que não havia muito o que fazer. Acho que vou dar por perdido”, lamenta.

María Carcará / longah.com

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