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Bebê de 1 ano precisa de leite que custa mais de R$ 200 e mãe pede ajuda via redes sociais

O pequeno Noah Riotinto, de 1 ano e 4 meses, viveu bem e se alimentou normalmente até os dez meses de idade. Só que um dia a criança passou a ter problemas intestinais que não cessavam.
Seus pais foram em vários médicos e hospitais e só depois de muito sofrimento e alguns diagnósticos, os pais descobriram que o menino possui uma doença congênita rara chamada linfangiectasia intestinal primária.

Essa doença faz com que seu intestino tenha intolerância  a qualquer tipo de alimentação. Hoje a criança só pode se alimentar por uma formula fabricada na Inglaterra chamada Neo Advance. O problema é que a família não tem condições de comprar as 20 latas que a criança precisa no mês.


Noah só pode se alimentar de um produto (Foto: Arquivo Pessoal)
Cada lata Neo Advance custa mais de R$ 200. A criança esteve entre a vida e a morte algumas vezes devido aos problemas de saúde. Neste momento está estável, porém, como a doença não tem cura, e o único tratamento que pode ajudá-lo. E a mãe, Iana Riotinto, teme que o filho posso piorar a qualquer momento. Não tem como comprar todas as latas de leite recomendadas pelos médicos e pede ajuda.

Lata de leite custa mais de R$ 200 (Foto: Divulgação)
A saída, percebeu Iana, foi pedir ajuda através das redes sociais. Iana Iana Riotinto lançou uma campanha pelo Facebook pedindo ajuda para o seu filho. Ela fez um post pedindo ajuda para comprar a alimentação do da criança. E tem dado certo, já tendo essa postagem mais de 550 compartilhamentos.
Iana, que morava na cidade de Luzilândia, falou sobre o assunto à reportagem do OitoMeia. Segundo ela, a campanha tem sido um sucesso e já a fez ganhar latas do Neo Advance até mesmo de pessoas de outros estados e de outros países.
“Estamos  conseguindo latas e doações para comprar o Neo Advance. Hoje mesmo (domingo, dia 5) recebi quatro latas que vieram de Fortaleza (CE). Uma pessoa também entrou em contato comigo e vai enviar dos Estados Unidos algumas latas. Pessoas da cidade (Teresina) também têm doado latas da fórmula e dão também ajuda financeira”, afirmou.
A mãe de Noah fez questão de dizer que tem o laudo médico e que disponibilizou o mesmo durante a postagem de sua campanha, para comprovar que só está fazendo isso para poder ajudar realmente o seu filho. “Me preocupei em pegar laudos de médicos e nutricionais para pessoas não pensarem que não é algo verídico”.
Para ajudar, os dados são os seguintes:
Telefone (86) 99916-7957
Conta corrente 25930-6
Agência 255-0
Banco do Brasil
Iana Riotinto


Pequeno passou por momentos difíceis mas está estável (Foto: Arquivo Pessoal)
OUTROS PROBLEMAS
Além da linfangiectasia intestinal primária, o pequeno Noah tem uma imunodeficiência dos linfócitos T e B . Por isso a cada 15 dias ele se interna para tomar imunoglobulina humana para repor esses anticorpos que ele não produz. E também tem alergia a proteína do leite de vaca (aplv).

“Nesse meio tempo em que esteve internado, o Noah teve várias complicações, Esteve na UTI, sofreu trombose e até uma sepse. Por se tratar de uma doença rara e por ele estar debilitado demais ele não podia fazer exames mais invasivos e as médicas demoraram a obter um diagnóstico. Mas sempre foram muito atenciosas e dedicadas”, relatou.
FAMÍLIA PASSA DIFICULDADES
A família é do município de Luzilândia, mas devido ao tratamento do filho, que precisa ser internado a cada 15 dias eles precisaram ir para Parnaíba e depois veio para Teresina. A mãe está desempregada e o pai, que é representante comercial, teve que se afastar do emprego para ajudar o filho e acabou sendo demitido nesta semana.

“Tivemos que abandonar tudo lá e vir cuidar dele aqui (em Teresina). Ele foi muito forte por isso sobreviveu. Deixamos nossa casa. Meu marido se afastou do emprego e desde então nossa família nos envia uma quantia por mês para nossas despesas com alimentação. Moramos numa casa emprestada, por isso não pagamos aluguel. Depois da alta do Noah meu marido tratou sobre a transferência do trabalho para cá. Ele conseguiu ser transferido, mas por estar afastado há muito tempo, ele foi demitido”. lamenta.
Agora tanto o pai, Kayron Assunção Fonseca, quanto a mãe estão desempregados. O que dificulta ainda mais a situação da família. Kayron tem experiência de mais de 5 anos em representação. Trabalhou na Martins e na Tambas e está procurando emprego a partir de então. Ele também tem experiência com gerência de loja e facilidade em trabalhar com informática. O pai dele morreu de câncer recentemente, deixando a família ainda mais abalada ainda.
NOAH PEDE COMIDA
Como a criança viveu normalmente até os 10 meses de idade, ele chegou a se alimentar de comida normal por muito tempo. Por isso hoje ele pede comida, frutas e suco. E os pais têm que comer escondido da criança para ela não querer comer também, já que não pode comer qualquer coisa. Iana diz que isso dói muito nela, mas que tem esperança que com o tratamento ele volte a comer quase tudo com o passar dos anos.

“A doença dele não tem cura, mas com o tempo a (médica) gastro disse que ele vai poder comer. Não tudo, mas vai. Ele chora pedindo comida porque ele já comia. E aqui em casa nunca mais tivemos uma refeição juntos. É só escondido, tomamos cuidado com a limpeza do piso porque ele sai procurando. Ontem ele achou um pedaço de bolacha e ficou muito contente, batendo palmas. Mas aí quando ele ia pegar para comer, eu tomei das mãos dele. Eu fico triste, mas faço pelo bem dele”.

Iana e Noha, que no momento está estável (Foto: Arquivo pessoal)
Via Portal OitoMeia


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