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Ex-prefeito de município do interior do Piauí é preso durante operação da Polícia Federal

O ex-prefeito de Prata do Piauí, Antônio Gomes de Sousa, mais conhecido como Antônio Parambu, foi preso nas primeiras horas dessa quinta-feira(26) na Operação Argentum, da Polícia Federal. Segundo um vereador de Prata, que preferiu não se identificar, o ex-gestor foi preso em sua residência em Teresina, no bairro Angelim.
O atual prefeito de Prata, Willhelm Barbosa, informou ao GP1 que um homem que integrava a gestão de Parambu foi preso no município. “ Foi preso um rapaz da comissão de licitação, Romário”, informou.
De acordo com informações da Polícia Federal no Piauí, a operação, que desarticulou uma organização criminosa que atuava no Piauí, Ceará e Maranhão, está dando cumprimento a 13 mandados de prisão temporária, seis de condução coercitiva e 21 de busca e apreensão, nas cidades de Teresina, Prata do Piauí, Demerval Lobão, Timon (MA), Caxias (MA), Crateús (CE), Independência (CE), Parambu (CE) e Tamboril (CE).
A Justiça também determinou a apreensão de veículos de luxo, sequestro de bens e bloqueio de contas dos principais envolvidos no esquema.
Como funcionava o esquema
Segundo a PRF-PI, a Controladoria-Geral da União constatou contratações irregulares e movimentações bancárias anormais com recursos federais de aproximadamente R$ 2.730.000,00 (dois milhões, setecentos e trinta mil reais) recebidos pelo município de Prata do Piauí em dezembro de 2016, relativos a precatórios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef). Isso apontou a incidência de delitos de apropriação, desvio de recursos públicos, corrupção, associação, e organização criminosa e lavagem de dinheiro. O inquérito policial foi instaurado em abril de 2017.
A PF constatou que empresas que tinham parentes de Antônio Parambu como sócios foram utilizadas para a ocultação de patrimônio em seu benefício, em ação que configurava lavagem de dinheiro, por meio da criação de uma farmácia e um posto de combustíveis. A CGU confirmou, por meio de nota oficial, que o ex-prefeito praticou lavagem de dinheiro.
“Parte dessas organizações era de fachada, sendo que o ex-prefeito vinha realizando lavagem de dinheiro por meio de empresas “laranjas”, cujo empresários eram parentes próximos, diz um trecho da nota.
Até o momento foi identificado o prejuízo de R$ 4,5 milhões aos cofres públicos.
Fonte: GP1

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